sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sind-UTE/MG reúne Comando Estadual de Greve e avalia posição do governo do Estado

Conforme encaminhamento da reunião da Comissão Tripartite realizada no  dia 03/10/11, o Governo do Estado apresentou ao Sind-UTE/MG retorno  relacionado às questões funcionais e manutenção do pagamento. Recebemos a resposta escrita no dia 06/10/11, às 18h20.
 No entanto, este retorno não atendeu às questões apresentadas pelo Sindicato e o Governo mantém o corte de salário e a suspensão de  direitos tais como as férias-prêmio. Vale ressaltar que o Governo não apresentou fundamentação técnica ou jurídica para o seu posicionamento.
Após este retorno, durante a manhã desta sexta-feira, dia 07/10/11, a  direção do Sind-UTE/MG procurou o Governo do Estado na tentativa de ter novo retorno para o Comando Estadual de Greve. No entanto, não  conseguimos novo posicionamento e estas questões serão discutidas na  reunião da Comissão Tripartite que será realizada no dia 10/10/11.
É importante que a categoria mantenha a posição definida em Assembleia de não realizar a reposição até a negociação.
Diante deste quadro, é fundamental que as subsedes e os comandos locais de  greve invistam na participação do Comando Estadual de Greve que será realizado neste sábado, dia 08 de outubro, às 13h, no auditório do CREA/MG, à Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho, em Belo Horizonte.  O Comando será aberto à  participação da categoria e será um importante momento para avaliação e  definição de estratégias.
As subsedes têm autonomia para organização da participação das regiões e a nossa orientação é a de que possibilitem a maior participação  possível. O direito de voz é garantido a todos que participarem e o  direito de voto é restrito aos representantes do Comando Estadual de Greve.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Governo nega retornar com diretores e vices exonerados durante a greve na educação Também foi negado o pagamento dos dias não trabalhados antes da reposição das aulas


Publicação: 06/10/2011 20:07 Atualização: 06/10/2011 20:25
O Governo de Minas entregou na tarde desta quinta-feira à comissão formada por representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind/UTE/MG) e deputados estaduais para discutir a greve na educação, respostas às reivindicações feitas pelos professores na última segunda-feira. Entre os pedidos, foram negados  o retorno de diretores e vice-diretores que foram exonerados durante a greve e o pagamento antecipado dos dias não trabalhados antes da reposição das aulas. 
A respeito de não readmitir os diretores e vice-diretores, o governo informou que durante a greve foi perdida a confiança nesses profissionais, por isso a exoneração será mantida. Em relação ao pagamento antecipado, a administração estadual informou que o pedido não será aceito pois o os professores suspenderam as atividades durante o movimento grevista. Além disso, o governo também alegou que a declaração da ilegalidade da greve pela Justiça e a reposição das aulas por professores designados inviabilizam a proposta. Em benefício dos professores, o governo informou que não criará obstáculos para que os designados que aderiram à greve possam se habilitar em novos processos de designação. O 13º será pago sem o desconto dos dias de greve e os servidores que tinham férias prêmio programadas e que aderiram à greve poderão desfrutá-las tão logo concluam a reposição das aulas devidas. As propostas do governo foram vistas com bons olhos por deputados que compõem a comissão. “O governo avança atendendo cinco das setes solicitações do sindicato. Estamos num processo de entendimento e esperamos chegar a um consenso. Na próxima segunda-feira teremos um novo encontro”, afirma o Deputado Estadual João Leite (PSDB). 
Greve histórica Os professores aceitaram na última terça-feira uma nova proposta de negociação feita pelo governo de Minas e decidiram voltar ao trabalho depois de 112 dias parados. A greve foi a mais longa da história de Minas Gerais. Para pôr fim à paralisação, foi firmado um acordo entre o governo e o Sind-UTE/MG. O termo de compromisso prevê a suspensão da tramitação do Projeto de Lei enviado pelo Governo de Minas à Assembleia Legislativa e a suspensão da aplicação de novas penalidades aos grevistas. Elas seriam adotadas em decorrência da ilegalidade da paralisação, decretada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Também ficou definida a formação de uma comissão composta por deputados, sindicato e governo.


Governo nega pagamento antes da reposição das aulas e o retorno de diretores e vices que foram exonerados

Mais um capítulo sobre o impasse entre professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais e o governo do Estado foi escrito nesta quinta-feira (6). A administração estadual enviou para a comissão de negociação, as respostas das propostas apresentadas pelos professores, na segunda-feira (3). 
O Governo, que já havia assinalado a impossibilidade de atender a todos os itens da pauta, negou o pagamento dos professores antes da reposição das aulas, iniciada no último dia 29 de setembro. Os professores que estavam a três meses sem receber os salários, por causa da greve, ficarão mais um mês sem os proventos. 
Outra reivindicação negada foi o retorno dos 30 vice-diretores e dos dois diretores de escolas da rede pública de ensino, que haviam sido exonerados devido a adesão à greve. O Governo alegou no documento que perdeu a confiança nesses profissionais e, por isso, eles não retornaram aos cargos. 
A comissão é composta por parlamentares e por representantes do Governo e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). A greve que durou 112 dias foi o maior movimento de paralisação da história de Minas Gerais.
No dia 27 de setembro o Sind-UTE cedeu às pressões do governo e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que considerou o movimento abusivo, e interrompeu o movimento grevista. 
A comissão de negociação voltará a se reunir na próxima segunda-feira, (10). A pauta da reunião será a discussão de questões financeiras. 


sábado, 1 de outubro de 2011

Entrevista comigo, por mim mesma!

Olá, boa-noite!
Boa-noite, querida!

Depois do fim de uma greve tão longa e desgastante como essa, da qual você participou, há o que comemorar?
Primeiro, quero esclarecer que minha escola aderiu à greve a partir do dia 15 de agosto, ou seja, dois meses depois do seu início. Louvo aqueles que estiveram desde o começo. Para eles, foi bem mais desgastante. Nós fomos a "Tropa de reforço". Quanto à pergunta, tenho a dizer que sempre vejo motivos para comemorar. A vida, em si, deve ser celebrada com alegria. Sou otimista (ou utópica?) por natureza. Vejo avanços e conquistas onde muitos só enxergam derrotas. Quer um exemplo? Mesmo naquela tabela ridícula que o governo apresentou, com o VB de R$712,20 para praticamente todos os níveis, muitos professores (especialmente dos níveis I e II) estariam melhorando seus salários. É claro que almejamos o cumprimento da Lei 11.738/2008 na sua integralidade mas, desde o início, sabíamos que lutar contra os poderosos é muito difícil. As conquistas vêm "pingadas", choradas. Lei, só para os pobres.

O que você espera das negociações entre Governo, Sindicato e Deputados? 
Espero que tragam conquistas, que sejam feitas de boa-fé (palavra muito usada por nosso "querido" Governador), por parte do Governo, sem subterfúgios para cumprir o que manda a Lei. Agora, sinceramente, acho que o máximo que pode acontecer é a aplicação da tabela proporcional do MEC, com escalonamento. Sei que não é isso que reza a Lei, mas em se tratando de Minas e Anastasia, tudo pode. Acabei de ler no Blog do Euler as sábias colocações desse conceituado companheiro, na qual ele apresenta "um programa mínimo de reivindicações"( ver Blog do Euler). Concordo plenamente com ele, mas se dissesse que acredito ver esse "programa mínimo" acatado totalmente pelo governo, estaria mentindo. A luta é renhida, as conquistas, minguadas. Mas nem por isso, menos importantes.

Você não acha que os mais prejudicados com a greve são os alunos?
Quando alguém me diz que os alunos são os mais prejudicados nesse contexto de greve, minha resposta é "curta e grossa": "Meu filho, já estamos prejudicados desde o momento em que nascemos pobres!" E tento fazê-los enxergar que todos os trabalhadores brasileiros deveriam lutar por uma vida mais digna, não só os professores. Dinheiro tem, porém mal distribuído, mal gerenciado. O prejuízo é de toda uma sociedade subjugada, que vive das bolsas-esmolas do governo, porque isso rende voto. Nós, professores, já estamos prejudicados há muito tempo. Cada vez mais cobranças, cada vez menos salário e dignidade. Lutamos por nós e pelo futuro da educação pública.

Se não está satisfeita, por que não muda de profissão?
Porque gosto do que faço. Acho que não saberia fazer outra coisa. Usando uma linguagem metafórica: Não é pulando do barco que você vai salvar a embarcação, muitos menos os passageiros. Você poderá se salvar, mas viverá a enorme angústia de não ter lutado para transformar o status quo. 

A participação nessa greve trouxe mudanças em você?
Cada dia é um aprendizado. Sempre fui uma pessoa extremamente tímida, mas estou aprendendo a não me calar. Posso dizer que a greve é um momento único de busca de conhecimento, de renovação das esperanças. Aqueles que participaram diretamente da luta, viram a grandeza dela. Mais do que um movimento grevista, foi um grito de socorro das classes menos favorecidas, representadas por nós e pelos companheiros de diversos outros movimentos sociais, clamando todos por justiça. A greve me fez ser destemida.

Você considera a greve um movimento político-partidário?
De forma alguma! É óbvio que há sempre os que querem tirar proveito, que querem se autopromover, mas o movimento tem a sua identidade. Nós não somos massa de manobra! Cada um saberá analisar e separar o oportunismo do verdadeiro desejo de colaborar para um final feliz, não só na história do PISO, mas em outros tantos embates que virão.

O que você tem a dizer aos professores substitutos?
Sinto muito porque não pudemos contar com vocês nessa luta, que é de toda uma categoria. Infelizmente, fizeram o jogo do governo para desmobilizar e dividir, colaborando para enfraquecer uma greve que estava forte e com um objetivo amparado por LEI FEDERAL: implantação do PISO SALARIAL PROFISSIONAL DO MAGISTÉRIO, na CARREIRA. Foi triste saber que alguns andaram dizendo aos alunos que, se nós nos preocupássemos com eles, não faríamos greve. Que visão simplista da situação! Além de professora, tenho filho e sobrinhos estudando na rede estadual. E é justamente por me preocupar com eles e com meus alunos, que participo da greve. Se ficasse na sala de aula, só reclamando como muitos fazem, não conseguiria encarar meus alunos: teria vergonha por não ter lutado!

Para encerrar, que mensagem quer deixar aos companheiros de luta?
Especialmente aos colegas guerreiros da Escola Estadual  "Deputado Patrus de Sousa" (onde leciono), ao grupo "Éramos seis" da E.E. "Gentil Pereira Lima" e aos destemidos da E.E "Francisco do Carmo", quero dizer que formamos um belo grupo! E não importa se às vezes as opiniões divergiam, se os caminhos não eram os mesmos. O que importa é que soubemos (e continuaremos sabendo) nos respeitar. Vi em cada olhar a preocupação com o outro, o desejo sincero de transformar. Têm todos a minha admiração!!!


Galeria de fotos


Rute, Euler e Cida
Eu, Cida e Beatriz

Cida, Rute, Robson, Cidinha e eu

Eu, Cida, Beatriz e Rute



Na Casa, dita do Povo, fecharam as portas da "Sala do chá"
para nós
(assembleia do dia 27/09/2011)


Acampamento na ALMG

Acampamento na ALMG

As contradições da vida...

Mais acampados



O crucificado

Belo cartaz!
O Pinóquio das Alterosas

Acampamento na ALMG